Crefito-16 se posiciona contra graduação a distância em fisioterapia

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Na esteira do posicionamento das principais entidades brasileiras ligadas à saúde, contrárias à abertura e à prática de educação a distância (EaD) nesse segmento, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Maranhão (Crefito-16) também suscitou este debate sobre o combate à formação de fisioterapeutas em cursos ministrados nessa modalidade.

Atualmente, o texto que regulamenta esse tema é a Portaria nº 1.428/2018 do Ministério da Educação, que estipula o limite de 20% para disciplinas EaD em graduações presenciais, mesmo do ramo da saúde.

O conselho maranhense, contudo, ressalta a necessidade de cursos integralmente presenciais, segundo o presidente da entidade, Fernando Muniz. “A Fisioterapia exige habilidades teórico-práticas que não podem ser desenvolvidas sem o contato direto com o ser humano”, afirma. “Estão formando profissionais precários que representam um risco à saúde coletiva e à segurança dos pacientes. É preciso questionar a quem interessa essa formação”, destaca Muniz.

Por outro lado, o especialista frisa que é fundamental exaltar que os instrumentos de ensino a distância, sejam na forma de e-mails, sites, vídeos, sons, ambientes virtuais, blogs etc., também podem e devem ser usados, mas como forma de complementar uma graduação presencial, e não em substituição a ela.

Coordenadora da Comissão de Educação do Crefito-16, Ana Lourdes Avelar afirma que essa discussão ganha espaço “pelo fato de o objeto de trabalho do fisioterapeuta ser o movimento humano, que requer contato direto com o paciente, exigindo, portanto, práticas contínuas na formação. É impossível a aquisição dessa habilidade em EaD”.

Como alguns impasses enfrentados, a especialista aponta a formação ineficiente para a integração ensino/serviço e comunidade, o déficit no trabalho em equipes multi, inter e transdisciplinar e a formação inadequada para o tratamento integral e humanizado, e a escassez de habilidades.

Também entram na lista a inviabilidade de programas de iniciação científica e da continuidade dos estudos em nível de pós-graduação. A autarquia maranhense tem se mobilizado, por meio principalmente dos diálogos interinstitucionais e na divulgação junto à sociedade.

“No Maranhão, o CREFITO, junto às demais entidades de classes de outras graduações da área da saúde, tem discutido e alertado a comunidade divulgando amplamente a importância do ensino presencial em suas áreas”, afirma Ana Lourdes. “Além disso, tem participado ativamente de audiências públicas com entidades como Procon-MA e Promotoria de Educação, e também tem sido presente nas instituições de ensino superior, nos eventos locais para discussão do ensino a distância”, exemplifica.

Já na esfera nacional, o debate tem ocorrido anualmente no Fórum Nacional de Educação em Fisioterapia, com voz ativa do Conselho maranhense, por meio de representantes da sua Comissão de Educação.

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