Fingest avalia que Inflação e Selic menores podem ajudar atividade empresarial

Close-up of a Calculator and Pen on a Financial Newspaper.  Blue-toned.

Previsão de queda pelos economistas traz otimismo para pequenos e microempresários, por conta do maior poder de compra e dos juros menores em empréstimos e financiamentos.

Após as recentes projeções do mercado para uma diminuição na inflação e na Selic (taxa básica de juros) em 2019, micro e pequenos empresários podem nutrir certo otimismo para suas atividades, nos próximos meses. De acordo com os dados do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central, as perspectivas da inflação tiveram queda de 4,00% para 3,94%. Já dos juros básicos, foi 7% a 6,5%.

Segundo a economista da FinGest Consultoria, Juliana Monteles, uma redução da inflação implica em um aumento do poder de compra, mesmo que ainda tímido. “A inflação é automaticamente associada à incerteza e descontrole de política econômica. Desde 2015 o Brasil vem sentindo os efeitos acentuados do aumento da inflação e agora as projeções estão tomando rumos mais otimistas”, explica a especialista. “A matéria-prima que vinha sofrendo aumentos em razão da inflação crescente, agora poderá ajudar o empresário a produzir a um custo menor, o que vai se refletir em melhores preços de venda e melhores margens de lucro”.

Isto porque preços de produtos e serviços oscilam junto com a inflação, desde a matéria-prima, passando por fatores como insumos, mão de obra, aluguel, energia e outros. Assim, tanto o consumidor final como o empresário sentirão os impactos no bolso. Contudo, de acordo com Juliana Monteles, essa “redução prevista pela projeção não será sentida com tanta nitidez pelos micro e pequenos a curto prazo, mas manter um controle rigoroso de custos e ter um bom planejamento financeiro fará com que qualquer empresa possa se antecipar a possíveis impactos negativos e aproveitar as vantagens de impactos positivos como este”.

Por outro lado, tem-se a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira não tão conhecida do grande público, mas que influencia as outras taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras, ou seja, norteia taxas dos empréstimos bancários, financiamentos e todas as formas de crédito.

“No caso do Brasil, onde os micro e pequenos empresários em sua maioria não possuem poupança e se utilizam de crédito para capital de giro, financiamentos, entre outros, o reflexo de um aumento na Selic é sentido nos custos da empresa e se refletem nos preços ao consumidor final”, aponta a economista. A boa notícia se estende também ao futuro empreendedor, mas com cautela e bom senso, já que não se deve contrair empréstimos e abrir negócios sem o devido planejamento.

 

(Visited 11 times, 1 visits today)

Deixar uma resposta