Economista dá dicas de planejamento financeiro para micro e pequenas empresas

Juliana Monteles e Inez Serejo, da FinGest Consultoria.

Para quem é dono de micro ou pequena empresa, qualquer hora é tempo de organizar as finanças. Para isto, um planejamento estratégico é fundamental, quando se vai definir metas e os meios pelos quais se pretende alcançá-las, nos limites dos recursos disponíveis ao empreendedor. Contudo, prioritariamente, é necessário ter a real noção do que ‘entra e sai’ do empreendimento.

O fluxo de caixa é o principal e mais básico controle das atividades empresariais. “O primeiro passo é fazer um levantamento de todas as despesas mensais, folha de pagamento, fornecedores a pagar, contas parceladas, empréstimos, impostos, recebimentos mensais, parcelados e pendentes e outras entradas”, explica a economista Juliana Monteles. À frente da FinGest Consultoria — com a sócia Inez Serejo —,  Juliana destaca ainda que, desta forma, é possível saber o chamado “estado atual” do negócio, ou seja, os recursos disponíveis e os necessários para operar mensalmente. Mesmo pequenos gastos devem ser colocados no papel, como despesas com água, material de limpeza, café.

Definir o que se pretende faturar nos próximos meses e anos também faz parte do processo. É nesse momento que o empresário analisa a diferença entre os recursos pretendidos e os que já tem em mãos. “Essa diferença será o valor a ser buscado durante o ano, através de várias estratégias de vendas, marketing, redução de custos, captação de clientes, inovações, etc”, aponta a especialista. “O que faz uma empresa fechar as portas é a falta de controle do fluxo de caixa, independente se há lucro ou não”.

As questões tributárias também não podem ser deixadas de lado. Especificamente com relação às micro e pequenas empresas, os gestores devem estar atentos ao Simples Nacional, regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos, tido como uma obrigação a ser honrada e, obviamente, registrada mês a mês no fluxo de caixa. Por isso, sua presença no planejamento é indispensável, uma vez que a carga tributária aumenta proporcionalmente ao aumento das vendas e do faturamento.

Para quem já tentou levar à frente planejamentos nesses moldes e não conseguiu, vale a sugestão de entender o que foi feito e o que deixou de ser feito em anos anteriores. O resultado histórico dos anos passados vai mostrar a evolução da empresa ao longo do tempo, isto é, se houve ou não crescimento, se objetivos foram alcançados, o que efetivamente faltou e áreas a serem fortalecidas.

De acordo com Juliana Monteles, é fundamental que a empresa tenha um acompanhamento de todas as metas que já traçou e deve fazer essa análise em períodos menores que 30 dias. “Jamais se deve esperar o mês acabar para analisar os motivos de ter atingido uma meta ou não. Isso fará a empresa andar sempre ‘olhando pelo retrovisor’ ”, alerta. A consultora ressalta que antecipar-se aos resultados, por meio de uma análise de desempenho, é um fator decisivo em um mercado competitivo.

(Visited 36 times, 1 visits today)

Deixar uma resposta